sábado, 28 de novembro de 2009

Vídeo Proibido

O vídeo é do single de maior sucesso de Michael Jackson no Reino Unido, que não foi nem "Billie Jean", nem "Beat it", e sim a ecológica "Earth Song", de 1996.

A letra fala de desmatamento, sobrepesca e poluição, e, por um pequeno detalhe, talvez você nunca terá a oportunidade de assistir na televisão.
"Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clip.
Ou seja, o que não passa nos EUA, não passa no resto do mundo. Só mostram o que lhes interessa e só assistimos ao que eles querem.
Filmado na Africa, Amazonia, Croácia e New York.





Arte....

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Eles comeram a avestruz ;)

Ontem foi mais um dia de TAC (Teatro Amador Courense) e aguardava-se pelas apresentações dos diferentes grupos baseadas numa frase. Apenas um grupo apresentou o seu trabalho, devido à falta de elementos dos restantes grupos.
Bem, mas o grupo em causa empenhou-se ;)
A partir da palavra CAMA, este grupo escolhe a frase Comi A Minha Avestruz e cantou e dançou, com nova letra, a música (alterada) "Na minha cama com ela", da cantora pimba Mónica Sintra!
O resultado foi fantástico... a música de rir... os adereços também!
E assim mostraram como a partir de uma palavra podemos criar momentos mágicos!

Agora os artistas: 



E o refrão:
A minha rica avestruz
Cozinhada em ponto cruz
E com a fome que estava
Comi a minha avestruz
Mesmo sem estar temperada
Comi-a de uma assentada 

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Rostos que ficam (1)

Era adolescente quando me apercebi da sua (in)existência... era tema das aulas de português (e confesso que não o dominava da melhor forma!!).


Fernando António Nogueira Pessoa (Lisboa13 de Junho de 1888 — Lisboa, 30 de Novembro de 1935), mais conhecido comoFernando Pessoa, foi um poeta e escritor português.
É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, e o seu valor é comparado ao de Camões. O crítico literário Harold Bloomconsiderou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo"[1].
Por ter crescido na África do Sul, para onde se mudou aos sete anos em virtude do casamento de sua mãe, Pessoa foi alfabetizado em Inglês. Das quatro obras que publicou em vida, três são na língua inglesa. Fernando Pessoa dedicou-se também a traduções desse idioma.
Durante sua discreta vida, atuou no Jornalismo, na Publicidade, no Comércio e, principalmente, na Literatura. Como poeta, desdobrou-se em diversas personas conhecidas como heterónimos, em torno das quais se movimenta grande parte dos estudos sobre sua vida e sua obra. Centro irradiador da heteronímia, auto-denominou-se um "drama em gente".
Fernando Pessoa morreu de cirrose hepática aos 47 anos, na cidade onde nasceu. Sua última frase foi escrita em Inglês: "I know not what tomorrow will bring... " ("Não sei o que o amanhã trará")



Sim, sei bem
Que nunca serei alguém.
Sei de sobra
Que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
Que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
Enquanto dura esta hora,
Este luar, estes ramos,
Esta paz em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser.

Sargent Pepper's de Cantamares

Será este o nosso cão.... de nome Sargent Pepper's de Cantamares.... Lenon para os amigos....


terça-feira, 24 de novembro de 2009

eheheh

Loucura??!!




... Colo-me ao ecrã da televisão quando a série em causa é o Dr. House!
Ontem, ao ver a série, divaguei por uma série de pensamentos e teorias!
Aquela personagem, a meu ver, caracteriza o que muitos de nós temos vergonha de admitir: "uma dose de loucura"!
o House alucina, é anti-social (porque e quando quer), perturba, é directo, provoca... é inteligente, sabe aquilo que faz e, no fundo, acaba por se revelar um grande profissional.
Todos temos um House dentro de nós, com tendência, claro, para esconde-lo... e se assim não fosse??? se não o escondêssemos????

sábado, 21 de novembro de 2009

Falta uma semana!

Uns dizem que somos loucos (e eu não nego), outros ficam radiantes com a nossa escolha, outros nem podem ouvir falar do assunto! Mas o que é certo é que daqui a uma semana já teremos uma nove aquisição peluda e redonda cá para casa ;)
A raça nem precisamos de mencionar, pois é, sem dúvida, aquela que nos caracteriza e que marcou já parte do nosso passado, com o Grande Óscar, que permanece nas nossas recordações... Sim, do Óscar quero recordar os bons momentos (não aqueles em que me chateava com o pêlo ou com o cheiro ;/), as suas idas à praia e a loucura pela água, a sua espontaneidade em aprender, o seu companheirismo (numa altura em que só restávamos os dois em casa), a sua calma e serenidade... gosto dele... e pensava que nunca mais ia nutrir este sentimento por um cão (depois da morte do meu primeiro snoopy)!!!
Fica a recordação... E agora preparamos a vinda de um novo membro... mais um pequenote cá para casa (para se juntar à pequenota)!
Com certeza que novidades e peripécias não vão faltar ;)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cheiro a Minho

Depois de uma noite mal dormida (o que já se torna habitue), um dia cinzento pela frente.
Chove, faz frio e, por incrível que pareça, eu não fico triste.... porque já tinha saudades deste cheiro a minho!


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Até podia ser uma exigência, mas não é! Gosto de falar dos meus Amigos, com o coração!


Não vou contar como surgiu este post, simplesmente porque não é isso que importa!



Vou sim, vaguear no meu pensamento, nas minhas recordações e sorrir, porque é nisto que o André Rodriguez é um perito (fazer-me sorrir e rir à gargalhada).

Quando era pequenota contava os amigos pelos dedos das mãos e gostava de chegar aos dos pés (era sinal que tinha muitos), mas facilmente a ilusão caiu e percebi que era preferível contar apenas os dedos das mãos, desde que fossem contados com uma história verdadeira, que me acompanhasse para sempre! Esses são ao amigos, pensava eu.
Num desses dedos, contava o "nosso André"! Já não era assim tão pequenota, nessa altura. Aliás, já era bem crescida quando o comecei a contar! Mas o que é certo é que, desde essa altura, nunca o deixei de contar... faz sempre parte de um dos dedos das minhas mãos.
E hoje sei que a sua presença é cada vez mais notável e sentida, crescemos como amigos e é giro perceber isso! Sei que posso mandá-lo à merda, sei que o posso ignorar, sei que posso rir com ele e chateá-lo que, de qualquer das maneiras, estará lá quando eu precisar... aliás, esta é uma das particularidades do André, a disponibilidade.... uma disponibilidade bem-disposta ;)
Fico chateada quando ele se lembra de não aparecer, ou simplesmente aparece com um ar rabugento e não "liberta a frustração", mas pronto, também sei que, normalmente dura pouco tempo!
Ah!É também o meu companheiro na loucura, e aliás penso que foi essa a base da nossa ligação, querer marcar pela diferença (os piercings, a roupa, os cortes de cabelo)!

Podia dizer muito mais, mas guardo-o no coração!
É bom ter o André nos dedos da minha mão ;)




(PS... os restantes amigos dos dedos da mão que aguardem ;) )

Aproxima-se o fim-de-semana... que fazer em coura???




Dia 21 | Sábado | 21h00 | Pavilhão Municipal
II JOGOS DA AMIZADE
Convívio anual das Associações 
Culturais e Desportivas do concelho


Futsal Feminino (EU NÃO VOU PERDER)
ACDCastanheira - Riba D'Âncora
Pav. Municipal às 18h


Dia 21| 21h30a 22 | 15h00 e 21h30
UP – ALTAMENTE m/4 (JA VI E ACONSELHO)



Dia 22 |Domingo |13h00 | Ass. Padornelo 
Almoço de Solidariedade

A receita reverte a favor do jovem Bruno Pereira, natural e residente na freguesia de Bico, destinando-se a custear uma série de adaptações num automóvel.

De palavra a Frase....

Com Óptimas Lições Iniciei Carreira Ágil....

E de repente aquela palavra que eu tanto detesto transforma-se numa frase, que por sua vez se transforma em diferentes histórias!!!
O autor da frase é o Júlio (ehehehhe). Os autores das histórias (que daqui a uma semana posso revelar, até lá é um projecto anónimo de um subgrupo do TAC) são o Vargas, a Aida, o Júlio e eu, claro ;)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Para aqueles que tendem a prender-se à opinião dos outros...

Segue o teu destino

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

               Ricardo Reis

De colar ao ecrã...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Para elas...


«O Norte» por Miguel Esteves Cardoso



O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas
mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e
continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são
as maiores e mais impressionantes que já se viram.

Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar
uma ninharia
Estas são as verdades do Norte de Portugal

Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira,
Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.

Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se
identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses
juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país

Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.

Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro
que constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.

Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o
Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria
mesmo, por muito pequenina. No Norte.

Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa.
Mais ou menos peninsular, ou insular.

É esta a verdade.

Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é
especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores
são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no
Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam
do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela
entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil
misturadas, Continente.

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito
estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem
não quer a coisa.

O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.

O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a
arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.

Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é
impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos
portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino.

O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da
mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha
pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.

As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis,
daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a
escrever-se sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham
de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não
dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e
honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem
belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem
vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas,
da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem
puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito.
Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das
velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem
passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das
saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos
homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as
cerimónias e os maridos, mas gosto delas.

São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do
Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a
fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte.
Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que
decidem silenciosamente.

Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.

Só descomposturas, e mimos, e carinhos.

O Norte é a nossa verdade.

Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho
no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do
Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar
um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu,
lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e
compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os
seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.

Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos.
Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e
apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a
terra maior que é o "O Norte".

Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender
Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a
sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder
pertencer a uma terra maior, é comovente.

No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do
Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas
como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de
Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais
Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou
galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para
aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes,
sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto
tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de
nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira
que têm e dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a
hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem
patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse
assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos
chamamos todos?

A dor da palavra!

cólica
nome feminino
1.
dor violenta no cólon ou em qualquer parte da cavidade abdominal
2.
[plural] figurado receioafliçãomedo
(in Dicionário da Língua Portuguesa)


Eis a palavra que, sem dó nem piedade, eu gostava de abolir do dicionário! talvez assim deixassem de existir as malditas cólicas que atormentam os bebes e eu pudesse voltar a saborear a essência de dormir uma noite em pleno!!!!




Para quê???

Estamos constantemente a aprender com os imprevistos (ou não) que o tempo, no seu evoluir, nos reserva!
Um dia ensina-nos a ser crianças, de repente, olhamos para nós e já somos um adolescente ensinado a  mascara-se de adulto ;)
Hoje o tempo ensina-me a esperar (ui, o quanto custa), a ser paciente, a acreditar, a fazer valer a minha palavra e, imaginem só, a editar um blog (para os que pensavam que já sabia, fiquem surpreendidos, pois não sabia mesmo)!
Para quê um blog? (pergunto eu)... para poder moldar o tempo (a sua falta ou, simplesmente, o seu excesso)

Para inicar....

... moldar o tempo, para um simples nome : Beatriz...